Novembro 26 2009
"Agora pode ler-se nos olhos dos mortos a data do nascimento"
 

 

Investigadores na Dinamarca desenvolveram um método que permite apurar, através da análise da lente do olho, a data de nascimento de uma pessoa.

A descoberta - da autoria de investigadores da Universidade de Aarhus, na Dinamarca - poderá ajudar os cientistas forenses a determinar a data de nascimento de um corpo não identificado e ter outros desenvolvimentos no campo das Ciências da Saúde.

 

A lente do olho é constituída por proteínas transparentes, chamadas cristalinos, ligadas de forma tão estreita e particular que se comportam como cristais, através dos quais passa a luz, permitindo a visão. Acontece que estas proteínas se formam entre a concepção e a idade de 1-2 anos, e não sofrem alterações fundamentais durante o resto da vida, e foi isso que levou os cientistas a desenvolver o novo método.

O Carbono-14 é um isótopo radioactivo que ocorre naturalmente na natureza, onde se degrada em nitrogénio muito lentamente e de modo inofensivo para os seres humanos, plantas ou animais.

 

Quando o organismo morre, a quantidade de C-14 vai baixando lentamente durante milhares de anos, enquanto se transforma em nitrogénio, e esta é a base do chamado método Carbono 14, conhecido como datação por radiocarbono, que os cientistas usam para datar achados biológicos ou arqueológicos.

 

Como os cristalinos não sofrem alterações durante a vida, eles reflectem o conteúdo de C-14 presente na atmosfera no momento em que se formam. Com base nisso, um grande acelerador nuclear da Universidade de Aahrus permite agora determinar a quantidade de C-14 numa amostra tão ínfima como um miligrama de tecido lenticular, e dessa forma calcular o ano de nascimento.

 

 

Fontes:

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=24994&op=all

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/ba/Cataract_in_human_eye.png/800px-Cataract_in_human_eye.png

publicado por cienciaforenseap às 14:20

Novembro 26 2009


Descobrimos esta área da Ciencia Forense muito recentemente, até porque não é uma ciência muito falada e apenas existem cinco palinólogos forenses em todo o mundo, incluindo uma palinóloga portuguesa, Mafalda Faria, por ser pouco utilizada no combate ao crime.

 

 

A palinologia consiste no estudo de polén e esporos de plantas, e associada á Ciência Forense, determina se o local onde a vitima morreu corresponde ao local da deposição do cádaver e associa-lo a suspeitos e objectos envolvidos no local do crime.

 

 

A metodologia da Palinologia Forense passa pela recolha e análise de amostras de solo e plantas de locais do crime, e de amostras dos pertences das vítimas e suspeitos, para determinar e comparar perfis palinológicos das amostras.

 

 

 

 

Seria significativo tanto os tribunais como a policia cientifica, adoptar esta perícia e melhorar a Justiça perante tantos crimes. Esta é uma área que se pode recorrer para recolher mais provas e comprovar o autor de um crime que não pode escapar ileso.

 

 

 

 

 

publicado por cienciaforenseap às 14:10

Novembro 26 2009
Um só cabelo pode permitir a identificação de vítimas de homicídio
 

 

Com a ajuda de simples amostras de água da torneira e restos de cabelos recolhidos nos cabeleireiros de todo o país, investigadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, conseguiram pôr em evidência diferentes químicos, suficientemente significativos para servir de marcadores geográficos.

 

O estudo, publicado esta semana na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Procedimentos da Academia Nacional das Ciências, em tradução livre), revela que 85 por cento das variações de isótopos de hidrogénio e oxigénio nos cabelos de uma pessoa se devem a diferentes composições da água potável.

Um só fio de cabelo pode, por exemplo, permitir a determinação do lugar onde se encontrava uma pessoa há semanas, e mesmo anos, consoante o comprimento do cabelo e o tempo em que caiu.

A equipa de investigadores, liderada pelo geoquímico Thure Cerling, elaborou um mapa com diferentes rácios de isótopos de hidrogénio e oxigénio presentes nos cabelos, que, apesar de não permitirem determinar com precisão lugares, possibilitam identificar diferentes áreas geográficas.

O mapa já permitiu, inclusive, reconstituir o itinerário de uma vítima de homicídio, não identificada, que foi encontrada, há oito anos, no Estado do Utah. Uma amostra dos seus cabelos revelou que a vítima, uma mulher, passou os últimos dois anos da sua vida entre os estados de Idaho, Montana e Wyoming e, possivelmente, Washington e Oregon.

A técnica poderá também ser utilizada pelos médicos para determinar os sintomas associados ao agravamento de doenças alimentares ou pelos antropólogos e arqueólogos que procuram reconstituir as migrações das populações ou animais desaparecidos, segundo os cientistas.

 

 

Fonte:www.cienciahoje.pt

publicado por cienciaforenseap às 14:08

Novembro 25 2009

* Primeiros passos dados pelos criminalistas numa cena do crime:

1º) a cena do crime é isolada para que nenhum vestígio se altere, contamine
ou perca e deve continuar intacta até que a equipa forense termine o seu trabalho;






2º) começa uma rigorosa inspecção técnica ocular pela procura de indícios, que deve fazer-se de forma conscienciosa e sistemática. Os investigadores criminais responsáveis devem documentar o local, fotografando do geral ao pormenor: o espaço, os vestígios, as vítimas se houver e, outros itens indispensáveis à análise do crime.


3º) Fazer filmes, desenhos e outros pode também ajudar na localização relativa de itens de vestígios, mobílias, distância entre edifícios, etc. Deve-se ainda registar, por escrito, moradas da cena, tempo de chegada e partida, cheiros, sons estranhos, temperatura e tempo e outras circunstâncias relevantes na cena do crime.



4º) Todos estes registos devem reflectir o aspecto do local, tal como foi encontrado. Em alguns casos, a Polícia Técnica digitaliza, em alta resolução,
os cenários para trabalhar depois num ambiente virtual.




* Recolha das provas / indícios:

Quando tudo se encontra documentado, inicia-se a recolha dos vestígios encontrados:
A prioridade são as provas físicas como fluidos biológicos,
impressões digitais, entre outras, pois podem, com o tempo, ficar deterioradas. Esta 1ª análise da cena do crime é muito importante, por isso, os criminalistas devem ter a certeza que reuniram todos os vestígios, documentos e objectos relevantes. Depois desta análise, as provas são enviadas para o laboratório forense.

publicado por cienciaforenseap às 09:10

Novembro 12 2009

Olá!

 

O nosso grupo decidiu, a partir deste mês, colocar um enigma (todos os meses até ao final do nosso trabalho) para tu tentares resolver!

 

Aqui vai o nosso primeiro ENIGMA:

 

Enigma I: 'O jogo fatal'

 

 

Tudo aconteceu numa noite calma em que vários amigos se reuniram no seu café habitual, “O Casino”, para jogar umas cartadas. Nessa noite, fora assassinado o “Gabarolas” (assim lhe chamavam os colegas, entre os quais tinha péssima fama).
Estavas tu tranquilo(a) em tua casa, quando foste chamado(a) para investigar a cena de crime.
Ouviste as declarações prestadas pelos presentes e ordenaste que ninguém saísse dali.
Seguidamente dirigiste-te para a cena de crime, onde apenas restava o cadáver do
“Gabarolas” caído sobre o tampo, as cartas de jogo e os cinzeiros com as fichas do jogo:

 


F. Lugar de cada jogador;
D. Cinzeiro para fichas;
C. Cartas para jogar;
O. Fichas no centro da mesa;
X. Marca de um copo de vinho;
B. Resto de um baralho de cartas;
A. Corpo do assassinado 
 
 
 
Depois, registaste alguns apontamentos acerca das principais declarações, conseguidas ao longo de demorados interrogatórios:
 
 
Primeiro – O “ Gabarolas” fora assassinado com dois tiros no estômago.

Segundo – Contrariamente ao que era habitual nos jogos do “Casino”, nessa noite, o “Gabarolas” não tivera por parceiros nem o “ Raposa” nem o “Boris ”.

Terceiro – Um dos jogadores era canhoto. Outro, o José, apenas tinha uma mão.

Quarto – Segundo as declarações da Glória, criada do “Casino”, quando olhou para a mesa de jogo todos os que já haviam recebido jogo seguravam as cartas numa das mãos. Foi nesse momento que soaram as duas detonações.

Quinto – Quando interrogaste, Carlitos, acerca da falta de duas balas no seu revólver, ele explicou-te que tivera uma rixa à hora de almoço, e que descarregara então os dois tiros. Além disso, exibiu o pulso direito, fracturado por uma bala durante a rixa, o que o impossibilitava de fazer qualquer movimento com aquela mão. (estas declarações foram confirmadas por todos).

Sexto – O “Boris” guardava as fichas dos seus parceiros, que eram o “Raposa” e Carlos Damião.

Sétimo – “O Raposa” tornara-se suspeito no decorrer do jogo, pois tão depressa segredava com “Gabarolas” como com o “Maneta”.
No momento em que soaram os tiros, ele contava, na palma da mão, as escassas fichas, recentemente ganhas, antes de as entregar à guarda do “Boris”.

Oitavo – Um dos jogadores estava a beber no momento das detonações, e apanhou um susto tão grande que se engasgou com vinho.

Depois de saberes que os jogadores dessa noite tinham sido o “Gabarolas”, o “Raposa”, o “Boris”, o Carlitos, o José e um espanhol chamado Gonzalez e que os grupos de jogo são constituídos por três elementos que não podem ficar juntos na mesa de jogo:

1º- Qual a disposição dos jogadores, indicando os respectivos lugares? Porquê?
(analisa bem a disposição da mesa e os depoimentos dos jogadores)
2º- Qual dos jogadores era canhoto? Porquê?
3º- Qual dos jogadores estava a beber? Porquê?
4º- Qual dos jogadores assassinou o ”Gabarolas”? Porquê?
(repara que para poder disparar sobre o “Gabarolas”, o jogador teria de ter uma das mãos livres).


 
Boa Sorte!
Envia-nos a tua resposta para o nosso email: ap_garcia_12c@hotmail.com
 
 
 
 
Enigma II: Morte numa rua de Aveiro
 
 
Noite cerrada em Aveiro. Num bairro degradado, à mercê de insaciáveis especuladores imobiliários. Numa rua estreita com duas faixas de rodagem. No passeio oposto ao sentido do trânsito ascendente, jaz um homem, de barriga para baixo, voltado para a frente, para o lado descendente da faixa de rodagem. Soube-se depois que se chamava Albino com mais de sessenta anos, um homem só, um dos habitantes do pequeno bairro.
Sendo tu o inspector principal, chegas ao local e estão dois homens a rodear o corpo da vítima.
O mais jovem, com cerca de 30 anos, Bernardo, foi o primeiro a ver o cadáver. Afirma ele que quando subia a rua viu passar um carro em grande velocidade, que quase se despistou por derrapagem na pequena curva da rua, fazendo-se ouvir logo de seguida um tiro. Apesar do susto, correu em direcção ao sítio de onde surgira o som do disparo. Diz que ficou pasmado quando viu o homem caído. Não teve reacção para nada. Ficou ali quedo e mudo, até que chegou o segundo homem.
Foi este, com perto de 40 anos, João, que telefonou para a polícia. Diz que vinha a descer a rua quando ouviu um barulho que não identificou logo como som de arma de fogo. Confirma que passou por ele um carro, veloz, com dois rapazes e suas namoradas trocando beijos ardentes, num passeio de automóvel demasiado apressado para a segurança de quem ambiciona viver mais para além daquelas horas felizes.
Quando João chegou junto da vítima já lá se encontrava Bernardo, completamente paralisado por um pânico tal, que lhe provocou um mal-estar tão violento ao ponto de ter uma crise de vómitos. Felizmente, o pequeno chafariz ali existente por perto permitiu que bebesse um gole de água, que o acalmaria, e refrescar-se, na cara e nas mãos. João afirma que também não mexeu em nada.
A arma do crime está caída junto ao cadáver, na berma do passeio. A cápsula está perto do corpo, cerca de dois metros mais abaixo. Nas costas do morto é perfeitamente visível um buraco por onde saiu a bala fatal, que acabaria por se alojar junto à valeta do passeio do lado direito do sentido ascendente da rua. A arma não tem quaisquer impressões digitais. No peito da vítima, mesmo junto ao coração, existem queimaduras provocadas pelo tiro e resíduos de pólvora. As suas mãos nuas apresentam luxações causadas pela queda, contrastando com as muito bem tratadas e limpas mãos dos dois homens que o “velaram” até à tua chegada.
A cabeça do morto exibe um hematoma, aparentemente grave, que, naturalmente, já não lhe dói, em contraste com a tua cabeça, que lateja de tanto pensar sobre qual das quatro hipóteses corresponde à forma como ocorreu a morte do velho Albino (apresentando uma justificação válida):

A – Arménio (Sr. Albino) suicidou-se, por solidão, desespero e depressão.
B – Bernardo matou o velho, por qualquer razão desconhecida.
C – Carlos era um dos ocupantes do carro, de onde foi disparado o tiro, e voltou ao local do crime para se certificar da morte de Arménio.
D – Um dos jovens do automóvel disparou sobre o velho e atirou a arma para junto do cadáver, pondo-se de seguida em fuga acelerada.
 
Boa Sorte!
Envia-nos a tua resposta para o nosso email: ap_garcia_12c@hotmail.com
publicado por cienciaforenseap às 14:30

Novembro 12 2009

No âmbito da realização de uma entrevista a realizar futuramente, a uma Psicóloga Criminal , decidimos colocar aqui o conceito de Psicologia Criminal bem como as àreas envolventes e que se relacionam com esta variante da Psicologia.

 

Psicologia Criminal

 

A Psicologia Criminal consiste no estudo dos comportamentos, pensamentos, intenções e reacções dos criminosos.

 

Está relacionada com a área de antropologia criminal.

Esta área científica tenta saber em profundidade o que faz alguém cometer crimes e os seus mecanismos, mas também as reacções após o crime, ou em tribunal.

 

Os psicólogos desta área são muitas vezes chamados como testemunhas de processos em tribunal. Também alguns psiquiatras lidam com aspectos do comportamento criminoso.

 

Uma grande parte da psicologia criminal, conhecida como profiling de delinquentes começou em 1940, quando os Estados Unidos criaram um Escritório de Serviços Estratégicos no qual foi encarregue a William L. Langer ’s, um famoso psiquiatra, elaborar um perfil de Adolf Hitler.

Após a Segunda Guerra Mundial o psicólogo britânico Lionel Haward, enquanto trabalhava para a Royal Air Force, elaborou uma lista de características que os criminosos de guerra nazi podiam exibir.

Em 1950 o psiquiatra James A. Brussel elaborou um perfil preciso de um bombista que tinha sido aterrorizado Nova Iorque.

 

O rápido desenvolvimento da Psicologia Criminal ocorreu quando o FBI abriu na sua academia uma unidade de análise comportamental em Quantico, Virginia. Posteriormente foi criado o Centro Nacional de Análise de Crimes Violentos.

A ideia era ter um sistema que poderia encontrar ligações entre os principais crimes sem solução.

No Reino Unido, o Professor David Canter foi um pioneiro para a orientação da polícia, começando a tentar abordar o assunto com um ponto de vista mais científico.

Entre as pessoas mais notáveis que criticaram o modo como a psicologia e psiquiatria tratam o crime, destaca-se o filósofo francês Michel Foucault. Foucault mostrou como, desde a sua origem, a prisão criou uma classe profissional dos criminosos (reincidentes), separada das classes populares e muitas vezes utilizada pela polícia como informadores.

 

Em outras palavras, longe de asfixiar a criminalidade, o movimento reformista mostrou que a prisão criou e perpetuou uma classe de profissionais criminosos. Doravante, Foucault concluiu que a prisão era usada como uma tecnologia disciplinar para controlar a população.

 

Foucault mostrou também que, se o sistema penal na Europa Moderna se punia o crime em si, o acto em si, o novo regime disciplinar punia a pessoa, e não o crime. Nesta lógica não se perguntava: “O que fizeste?” (tal como na escola clássica da criminologia, ou seja, com Cesare Beccaria e Jeremy Bentham), mas “quem és tu?” (como na escola italiana, Cesare Lombroso, etc.). Neste âmbito, o papel da antrolopologia, psiquiatria, etc, tornou-se evidente como uma ferramenta usada para criar o conceito de “pessoas perigosas”.

 

Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Criminal_psychology

publicado por cienciaforenseap às 13:50

Novembro 09 2009

 

 Para este nosso tema vamos fazer uma pequena fundamentação teórica, na qual, pretendemos clarificar este conceito (ciência forense) e explicar também todas as áreas da ciência forense.

 

 

Definição/ conceito:

 

 A Ciência Forense é um conjunto de componentes ou áreas, que em conjunto, actuam de modo a resolver casos de carácter legal. Há então que referir que a Ciência Forense não é uma ciência única. Esta está dependente de todas áreas que sejam necessárias em casos específicos.

 

 

Áreas:

 

 Dependendo do tipo de casos e das características do meio em que são cometidos, a equipa de investigadores varia, sendo constituída por especialistas nas mais diversas áreas como as que aqui estão referidas, por exemplo:

 

Antropologia - A Antropologia Forense é a aplicação da Antropologia e da Osteologia (Estudo do Esqueleto humano) em situações em que o corpo já está bastante decomposto. Os antropologistas forenses ajudam na identificação de cadáveres que se encontrem ou decompostos, ou mutilados, ou queimados ou que sejam impossíveis de reconhecer por diversas outras razões podendo desvendar a idade que tinham quando morreram, a sua altura, sexo, tempo decorrido desde a morte, doenças e lesões traumáticas para determinar a causa da morte do indivíduo quer seja suicídio ou homicídio.

 

 

 

 

Imagem 1 - Antropologia 

 

 

 

Criminologia - A Criminologia não procura responder a uma situação concreta de crime pela recolha de indícios no local. A Criminologia procura criar conhecimento sobre o fenómeno criminal e do comportamento desviante, o fenómeno de vitimação, funcionamento das instâncias e mecanismos de controlo (polícia, tribunais, prisões…), tendências da criminalidade (a nível nacional e comparado), sentimento de medo e insegurança, criação e aplicação da lei penal. A Criminologia é uma ciência empírica que utiliza, para reunir dados sobre determinado fenómeno, o método experimental, as estatísticas oficiais, inquéritos (de vitimação ou de delinquência auto-revelada, entre outros), histórias de vida, entrevistas em profundidade, análise documental.

É uma ciência complexa que tem fronteiras com a Psicologia do Comportamento desviante, Sociologia penal, Direito, Medicina Legal, Biologia, neurociências e outras.

 

 

Imagem 2 - Criminologia

 

 Entomologia - A Entomologia Forense consiste no estudo de insectos, aracnídeos, crustáceos e muitos outros tipos de animais com propósitos forenses. Esse estudo irá permitir descobrir a data e local da morte ao serem analisados os animais encontrados na vítima bem como os ovos que podem ter depositado nesta. Além disso como certos insectos são específicos a uma determinada estação do ano ou clima, será uma prova bastante conclusiva em tribunal em relação à data e local da morte bem como para desmentir diversos falsos álibis. 

 

Imagem 3 - Entomologia

 

Ondotologia - A Odontologia Forense consiste na análise e avaliação de provas com carácter dentário podendo desvendar a idade das pessoas (caso sejam crianças devido à dentição de leite) e a identidade da pessoa a que pertencem os dentes. Outro tipo de provas dentárias pode ser as marcas de mordeduras deixadas na vítima ou no assassino (devido a uma luta) ou num objecto deixado na cena do crime. Essas 32 marcas são também frequentemente encontradas em crianças que tenham sido vítimas de abusos sexuais.  A Odontologia Forense tem no entanto sofrido as críticas de diversos especialistas que acreditam que esta não merece o carácter infalível com que é vista pois a comparação de marcas de mordeduras é sempre subjectiva não havendo bases para comparação que tenham sido aceites no campo dessa medicina. Não se procedeu também a nenhuma experiência rigorosa como forma de calcular as percentagens de erro dessa mesma comparação, uma parte chave do método científico. 

 ondotologia

 Imagem 4 - Odontologia

 

 Patologia-A Patologia Forense é a área da Ciência Forense mais preocupada em determinar a causa da morte de uma vítima. O médico patologista irá então, graças ao seu treino em patologia anatómica e forense, realizar uma autópsia à vítima em que irá determinar a causa da morte desta, o que foi utilizado para a propiciar (como uma ferida derivada a uma faca ou uma bala), bem como descobrir mais provas que levem ao assassino e em certos casos determinar a identidade da vítima.

  Psicologia-A Psicologia Forense, apesar de não ter grande importância na descoberta do assassino vai ser extremamente importante para determinar o motivo por trás do comportamento de um criminoso e em certos casos descobrir uma sequência nos dos seus actos. Será também extremamente importante em tribunal de forma a determinar a culpa ou inocência de um suspeito sendo algumas vezes decisiva. Muitos advogados de defesa tentam salvar os seus clientes alegando que estes possuem problemas mentais ou que são insanos e é à psicologia que cabe o papel de verificar se isso é verdade ou mentira. 

 

Imagem 5 - Psicologia

 

 

Psiquiatria forense - A psiquiatria forense é uma sub – especialidade da psiquiatria, que se encontra interligada entre a lei e a psiquiatria. Para ser um psiquiatra forense é necessário treino específico para ser reconhecido pela Ordem dosMédicos.
            Esta actua nos casos onde ocorra qualquer dúvida sobre a integridade ou a saúde mental dos indivíduos, em qualquer área do Direito, com o objectivo de poder esclarecer à justiça se há ou não, a presença de um transtorno ou perturbação mental e quais as implicações da existência ou não de um diagnóstico psiquiátrico.

 


 Toxicologia forense -
A Toxicologia Forense é a ciência que estuda os efeitos nocivos das substâncias químicas no mundo vivo;

- É multidisciplinar, pois engloba conhecimentos de Farmacologia, Bioquímica, Química, Fisiologia, Genética e Patologia, entre outras;

- Esta ciência identifica e quantifica os efeitos prejudiciais associados a produtos tóxicos, ou seja, qualquer substância que pode provocar danos ou produzir alterações no equilíbrio biológico;

- A toxicologia forense tem, como principal objectivo, a detecção e identificação de substâncias tóxicas, em geral, no seguimento de solicitações processuais de investigação criminal por parte dos diversos organismos;

- Desta maneira, é possível obter pistas relativamente a envenenamentos, intoxicações, uso de estupefacientes, entre outros. É a partir desta área que, muitas vezes, é descoberta qual a causa da morte do indivíduo em questão e, se o causador o fez involuntariamente ou por algum motivo.

publicado por cienciaforenseap às 20:26

Novembro 04 2009

Bem vindos!

 

Foi-nos proposto no âmbito de da disciplina de Área de Projecto escolher e desenvolver um tema do agrado de todos os elementos do grupo.

 

Somos um grupo de quatro alunos da disciplina de Área de Projecto, da Escola Secundária Garcia de Orta, e durante este ano lectivo vamos tratar o tema: "Ciência Forense - Arte ou Crime? " e para isso resolvemos criar este blog.

 

Escolhemos este título pois tem uma interrogação retórica, ou seja, fazemos uma pergunta á qual não obtemos resposta mas fazemos com que todas as pessoas que leiam/vejam o nosso trabalho pensem sobre este tema. E como tem uma interrogação retórica torna-se mais apelativo. Além disso demonstramos que os crimes têm muito mais de “arte”, como por exemplo de quem investiga os crimes de “impossível” resolução!

 

Resolvemos fazer algumas diversas actividades no âmbito deste projecto:
• Blogue na Internet
• Crime Fictício:
         – Maqueta de um crime
• Entrevista com entidade (s) especializadas (s) neste assunto
• Visita ao Visionarium
• Visita de estudo a um departamento criminal/polícia técnica
• Mini filme encenado pelos elementos do grupo

 

 

Iremos colocar toda a informação recolhida, todas as entrevistas, visitas de estudo e trabalhos neste blog, para que todos possam acompanhar o nosso trabalho ao longo do ano.

Contamos com a vossa ajuda!

 

Até breve

 

Ana Francisca, Ana Marta, Maria e Nuno

publicado por cienciaforenseap às 08:59

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