Fevereiro 24 2010

 

A Entomologia Forense é o estudo dos insectos, ácaros e outros artrópodes, associados com um cadáver humano para se determinar a data da morte, e, quando for possível, deduzir as circunstâncias que cercaram o facto antes do ocorrido ou que se seguiram depois deste. Evidências de insectos também podem mostrar se o corpo foi movido para um segundo local depois da morte, ou se o corpo foi em algum momento manipulado por animais, ou pelo assassino que voltou à cena do crime.
 

Aplicações nos casos de morte violenta

 

Conhecimentos entomológicos podem ser utilizados para revelar o modo e a localização da morte do indivíduo, bem como mais frequentemente, estimar o tempo de morte (intervalo post mortem - IPM).

 

1. Local da morte

Baseado na distribuição geográfica, habitat natural e biologia das espécies colectadas na cena da morte, é possível verificar o local onde a morte ocorreu. Por exemplo, certas espécies de dípteros da família Calliphoridae são encontradas em centros urbanos. E, em vista disso, a associação dessas espécies a corpos encontrados em meio rural sugere que a vítima tenha sido morta no centro e levada para o ponto onde foi encontrada. Da mesma forma que, algumas moscas apresentam habitat específico, além de distinta preferência em realizar postura em ambientes internos ou externos, e até mesmo, em diferentes condições de sombra e luz.

 

2. Modo da morte

Drogas e tóxicos presentes nos corpos afectam a velocidade do desenvolvimento de insectos necrófagos. Cocaína, heroína, "methamphetamina", "amitriptylina" e outros metabólitos têm mostrado efeitos no desenvolvimento das larvas e da decomposição, podendo indicar um caso de morte por ingestão de dose letal dessas substâncias ("over dose") .Pela voracidade das larvas, os fluidos do corpo e partes macias necessárias para as análises toxicológicas desaparecem, sendo então, necessário identificar esses medicamentos e substâncias tóxicas no corpo de larvas de insectos necrófagos que se alimentaram desses cadáveres contaminados. Podendo, também, a presença de certas substâncias, como o arseniato de chumbo e o carbanato, impedir a colonização do cadáver por certos insectos necrófagos.

 

3. Intervalo post mortem (IPM)

Na medicina legal uma das questões mais críticas reside em "Quando a morte se deu?" A determinação do intervalo post mortem é, frequentemente dada por patologistas e antropólogos forenses e, raramente um entomólogo é consultado. Circunstâncias intrínsecas e extrínsecas fazem variar a marcha e a fisionomia particular dos fenômenos putrefativos. Desta forma, não se pode imaginar problema de mais difícil solução e que exija maior reserva dos peritos do que a cronologia da morte. Para responder a esse quesito, os Peritos podem se valer da evolução da rigidez cadavérica, resfriamento do corpo, livores cadavéricos, evolução das fases de decomposição e, mais recentemente, da fauna cadavérica. Normalmente, nos métodos tradicionais, o IPM e a sua estimativa são inversamente proporcionais, isto é, quanto maior for o IPM, menor é a possibilidade de acurada determinação. Porém, com auxílio de conhecimentos entomológicos, quanto maior o intervalo mais segura é a estimativa. O método entomológico pode ser muito útil, sobretudo, com um tempo de morte superior a 3 dias. Das técnicas de cronotanatognose como relatório policial, necropsia, e entomológica, estatisticamente, a entomológica é a mais eficiente.

 

Outras aplicações

 

1. Entorpecentes

Identificar a origem da Cannabis sativa, com base na identificação dos insectos acompanhantes da droga que, no momento da prensagem do vegetal, ficaram ali retidos, traçando a rota do tráfico através da distribuição geográfica dos mesmos

 

2. Maus tratos

A ciência pode, ainda, ser utilizada em casos de maus tratos a crianças. É possível precisar o número de dias, durante os quais, o bebé foi privado de cuidados de higiene baseando-se na determinação da idade das larvas de moscas encontradas nas fraldas e nas camas.

 

Bibliografia:
http://www.pericias-forenses.com.br/Entomo.htm
http://www.policiacivil.rj.gov.br/acadepol/ceap/artigos/artigo03.htm
publicado por cienciaforenseap às 09:26

Fevereiro 24 2010

 

Qual o papel da Odontologia Forense nos crimes?
A odontologia forense é uma área da medicina que aplica o conhecimento técnico – cientifico da estrutura dentária do cadáver, com fins de identificação.
Os dentessão estruturas fundamentais à identificação médico-legal, em virtude da sua resistência (à putrefacção, ao calor, aos traumatismos e à acção de certos agentes químicos) e especificidade (cada dentadura é única). A identificação através dos dentes permite o estudo dos aspectos assinalados para a Antropologia Forense, através de métodos de reconstrução e comparação. Os dentes definitivos podem ser descritos através de sistemas de meros, na actualidade, os sistemas de meros existente são: de Palmer, de Haderup e a Federação dental Internacional.
Características individualizantes que são analisadas:
  • Número de dentes;
  • Alteração da posição ou rotação;
  • Alterações congénitas ou adquiridas (hábitos, profissões);
  • Alterações patológicas ou traumáticas (cáries);
  • Existência de tratamentos (amálgamas, coroas, pontes, próteses fixas ou amovíveis).
Outra forma de identificação é através das marcas de mordida.Define-se como marca de mordida a impressão causada unicamente pelos dentes ou em combinação com outras partes da boca.
De facto, os dentes são frequentemente usados como armas quando uma pessoa ataca outra ou quando a vítima do ataque se tenta defender, podendo assim ser possível a identificação do possível perpetrador. As marcas de mordida não são encontradas unicamente em situações relacionadas com crimes violentos, sendo também passíveis de serem observadas nas situações de maus-tratos em crianças.


 
 Bibliografia:
 http: //medicina.med.up.pt/legal/
http://www.pericias-forenses.com.br/identesodo.htm
publicado por cienciaforenseap às 09:19

Fevereiro 24 2010

A toxicologia é um ramo da farmácia que estuda os efeitos das toxinas e venenos também chamados de xenobióticos, esses podem ter origens vegetais, animais, minerais ou até mesmo sintéticas, bem como o tratamento de intoxicações. Apresenta grande importância na Medicina, Medicina Veterinária, Zootecnia, Agronomia e Saúde ambiental, é a ciência que estuda os efeitos nocivos das substâncias químicas nos sistemas vivos.

  

 

 

É uma ciência multidisciplinar que engloba conhecimentos de Farmacologia, Bioquímica, Química, Fisiologia, Genética e Patologia entre outros. No entanto, desde a antiguidade que a toxicologia é vista como a ciência dos venenos, tendo sido bastante estudada e praticada nesse âmbito.

Na questão de determinar a toxicidade de um determinado material, é normalmente importante saber determinar a quantidade ou concentração desse material.

Algumas substâncias têm em pequenas quantidades um efeito positivo sobre o corpo e tornam-se no entanto perigosas quando em grandes concentrações.

 

Bibliografia:

http://dizqueeumaespeciedecsi.blogspot.com/search/label/Toxicologia

 

 

publicado por cienciaforenseap às 09:03

Fevereiro 24 2010

O que é?
É a área científica que estuda as ossadas. Resulta da aplicação de conhecimentos de Antropologia às questões de direito no que diz respeito à identificação de restos cadavéricos (necroidentificação).

Através dos ossos, podemos obter dados sobre o sexo, idade, estatura do falecido e pormenores da vida que a pessoa teve (hábitos alimentares, algumas doenças, lesões, etc.)



Os achados em escavações podem ter diversas origens: cadáveres abandonados numa fase avançada de decomposição, corpos desfigurados resultados de mutilações, ou, cadáveres que possam corresponder a indivíduos vítimas de desastres em massa (acidentes de aviação, naufrágios, catástrofes naturais, etc.).


Todavia, este estudo só fica completo se se conseguirem recolher dados que em termos comparativos possam individualizar a pessoa pois só com os dados relativos ao sexo, idade, proporções corporais é praticamente impossível identificar o cadáver.


“Apesar de todos os humanos adultos terem os mesmos 206 ossos, não existem dois esqueletos iguais”.
 


 

 

Técnicas:
O trabalho de um antropólogo começa no local do crime e estende-se até ao laboratório. Dividindo-se parcialmente em três etapas:

  • 1ºetapa- Arqueologia forense. É feita uma escavação minuciosa do local onde se encontra o corpo.
  • 2ºetapa- Antropologia social. Consiste na recolha de informações em redor da área do crime (entrevistas às pessoas da região, consulta em arquivos municipais, eclesiásticos e militares, etc.)
  • 3ºetapa- Investigação laboratorial. Há uma aplicação de técnicas como a osteologia humana (área que se debruça sobre o estudo dos ossos que compõe o esqueleto), paleopatologia (ramo da ciência que se dedica ao estudo das doenças do passado) e tafonomia (estudo sistemático da evolução de fósseis). Pode ainda ser feita uma reconstrução facial do cadáver e superposição fotográfica.

Em Portugal
Esta área não é muito usada pois não é frequente encontrarem-se ossadas, uma vez que no passado não ocorreram grandes catástrofes, nem se verificam muitos crimes onde os corpos são escondidos ao longo dos anos.

 

 


Objectivos da Antropologia Forense:
Determinar identidade do individuo;

Determinar data da morte;

Determinar a cauda de morte;

Determinar o modo da morte;Interpretar as circunstâncias da morte.

 

 

Determinação da identidade do indivíduo:
· Origem dos restos. A determinação da espécie do cadáver constitui um passo fundamental. É o primeiro passo que um deve tomar quando se confronta com qualquer material que se assemelhe a tecido ósseo.
· Características gerais de identificação
Ø A determinação do sexo baseia-se no estudo comparativo das ossadas encontradas com dados de tabelas sobre a morfologia dos ossos. As características morfológicas de certos ossos diferem consoante o do sexo. Os ossos que melhor permitem identificar se a ossada é feminina ou masculina são: o crânio, a pelve e o tórax.
Ø Para se poder obter a idade da ossada, há um conjunto de regras que variam consoante se trata de um feto, de uma criança ou de um adulto. A partir da informação acerca da classe etária que a pessoa pertence, podemos saber a sua idade. As análises feitas são: ao comprimento dos ossos longos e a ossificação de alguns ossos (como as suturas cranianas).
Ø A altura é calculada através da medição do esqueleto (método anatómico), por fórmulas matemáticas ou pelo estudo dos ossos longos.
Ø A determinação da raça é um processo muito complicado e pouco fiável. Porém pode ser caracterizada através do ângulo facial, forma do crânio, Índices cefálicos e índices rádio- umerais. A partir desta análise podemos determinar se o indivíduo é do tipo racial caucásico, mongólico, negróide, indiano, australóide.
· Características individualizantes. o os aspectos específicos que podem caracterizar o indivíduo com base em elementos fornecidos por pessoas conhecidas da vítima. Esta comparação pode ser feita com base em estudos radiográficos, comparação fotográfica (sobreposição de imagem em computador, pesquisando-se a existência de concordância entre as linhas e curvas da face com pontos do esqueleto) ou reconstrução da face (modelagem das partes moles sobre o crânio, ou através de desenhos).
 


Determinação da data da morte
É um processo extremamente complexo pois muitas vezes os corpos estão num estado muito avançado de decomposição, estando em muitos casos esqueletizados.
A decomposição de um corpo depende de factores como a temperatura do solo e a sua acidez.
-Quando um corpo é deixado à superfície a actividade dos insectos vai ocorrer imediatamente.
-Duas semanas depois, o corpo estará parcialmente decomposto (com algumas cartilagens e articulações)
-Ao fim de oito meses, estará decomposto na sua totalidade.
Se um corpo for queimado leva entre um a dois anos até ficar totalmente decomposto
Se for deixado em solos arenosos podem mumificar ficando então conservado.

Quanto mais tempo sucede desde a morte, mais difícil se torna de determinar o momento da morte.
O número e o tipo de ossos disponíveis na cena do crime podem ajudar a determinar há quanto tempo se deu a morte do indivíduo, por exemplo: ossos pequenos dispersam-se mais facilmente.
 


Determinação do modo e determinação da causa da morte
O modo e a causa da morte são conceitos diferentes. O modo da morte aborda o tipo de morte do indivíduo podendo ser: homicídio, suicídio, acidental, natural e desconhecida. A causa da morte, refere‐se ao factor que na prática provocou a morte do indivíduo, ou seja, descrições como doença, ferimentos ou lesões.
Em indivíduos que se encontram no estado de esqueleto, a causa da morte só pode ser estudada relativamente a situações que deixem marcas nestas estruturas como as fracturas, ferimentos por armas de fogo ou marcas de intoxicações crónicas pelo arsénio, sendo o raio-X uma técnica muito importante.
 


Interpretação das circunstâncias da morte
Esta interpretação é bastante difícil, complicada e as suas conclusões são escassas pois estão limitadas à análise da existência, ou não, de sinais de violência e da interpretação da vitalidade de certas lesões

 

 Bibliografia:

http://dizqueeumaespeciedecsi.blogspot.com/search/label/Antropologia%20Forense

 

 


 

 

 

 

 

 

publicado por cienciaforenseap às 08:57

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